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Setor Noroeste Brasília

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Notícias

Noroeste com cara de Plano Piloto

Novo setor habitacional terá uma área comercial a cada duas quadras residenciais, como nas asas Sul e Norte. Bairro será voltado para a classe A, sem área econômica. Projeto deve ficar pronto em novembro

 

A última região disponível para construção dentro da área tombada de Brasília ficará restrita aos mais ricos. O Setor Noroeste, maior projeto habitacional do Distrito Federal desde a criação do Sudoeste, terá uma concepção moderna e ecologicamente correta, capaz de fazer com o que o loteamento surja valorizado. Além de ficar entre os parques Nacional de Brasília e Burle Marx, no fim da Asa Norte, o bairro terá a idéia de conjunto ecológico. A previsão da Terracap é de que as 220 projeções de prédios residenciais sejam licitadas até o fim do ano.

A concorrência pública, no entanto, só será aberta depois de concluído o projeto de habitação local. O estudo ficou por conta da iniciativa privada. A Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) assinou um termo de cooperação com o Governo do Distrito Federal (GDF), no qual assumiu o compromisso de detalhar todas as características do futuro setor. O trabalho está na fase de contratação de técnicos. O custo do projeto de engenharia será da própria entidade, que o doará ao poder público.

O presidente da Ademi-DF, Adalberto Valadão, adiantou ao Correio que o Noroeste terá um padrão parecido ao do Sudoeste. Os edifícios respeitarão o limite de seis pavimentos erguidos sobre pilotis. A concepção do novo setor, porém, se parecerá mais com a do Plano Piloto. Ao contrário do Sudoeste, onde existe uma longa avenida comercial, o Noroeste contará com um comércio local a cada duas quadras residenciais — desenho inspirado nas asas Sul e Norte. Ao todo, serão 20 conjuntos para moradia. Cada um deles com 11 prédios construídos.

Valadão disse ainda que o projeto habitacional priorizará o moderno e o ecologicamente correto. Por isso acabará voltado para a classe A. “Há uma expectativa muito grande com a última área tombada disponível. Por isso, a valorização será alta. Os apartamentos deverão ser para as classes média alta e alta. Não haverá nem mesmo área econômica, como existe no Sudoeste”, explicou. Outra diferença em relação ao Sudoeste será a integração com o verde. O bairro estará, por exemplo, ligado aos parques que o cercam.

A harmonia entre o homem e a natureza surgiu como uma das principais preocupações das autoridades na divulgação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), emitido em conjunto pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Secretaria de Meio Ambiente do DF (Semarh). Já se sabe que o bairro também terá projetos para redução de custos de energia elétrica, reaproveitamento de água da chuva e estímulo ao uso de energia solar. As calçadas, ciclovias e estacionamentos serão construídos com material permeável para facilitar a absorção da água pelo solo.

Licitação pública
O presidente da Ademi-DF acredita o projeto habitacional do Noroeste será entregue à Terracap até novembro. O documento é necessário para que a companhia imobiliária de Brasília possa fazer o registro dos lotes do novo setor. A licitação pública será aberta logo em seguida, provavelmente no fim deste ano. Os terrenos deverão ser negociados a preços menores do que os de mercado, já que as empresas se comprometerão a fazer obras de urbanização. A previsão é de que o processo dos prédios residenciais e comerciais rendam mais de R$ 1,2 bilhão.

A diretora técnica da Terracap, Ivelise Longhi, afirmou que o Noroeste funcionará como complementação residencial para o Plano Piloto. Mas com a diferença de que haverá integração maior com os parques dos arredores. Apesar de direcionado para pessoas com maior poder aquisitivo, Ivelise descartou possível privilégio para o setor. “Vamos fazer o melhor projeto possível, como acontece em qualquer cidade do DF. É o mesmo que faríamos, por exemplo, se fosse no Recanto das Emas”, garantiu. Cerca de 40 mil pessoas morarão no Noroeste. A área abrange 825 hectares.

Fonte: Guilherme Goulart - Do Correio Braziliense

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